Acreditamos que softwares são apenas ferramentas que sem um processo definido de utilização acaba por não acrescentar valor para a empresa e muitas vezes mais atrapalham que ajudam. Em se tratando de gerência de configuração de software não poderia ser diferente, vejamos o que PAULA FILHO (2003) afirma:
Uma concepção errônea, comum a muitos desenvolvedores, consiste em julgar que estão realizando gestão de configurações pelo simples fato de usarem uma ferramenta de gestão de configurações, principalmente para fazer controle de versões. Na realidade, a gestão de configurações envolve todo um conjunto de regras e procedimentos que são apenas parcialmente automatizáveis. (PAULA FILHO, 2003, p. 292)
Por esta razão é muito importante definirmos como será o processo de gerência de configuração para uma fábrica de software, PAULA FILHO (2003), descreve no capitulo sobre Gestão de Alterações de Software os aspectos que compreendem os procedimentos, são eles:
identificação das unidades e dos artefatos submetidos à gestão de configurações, que compreende regras para denominação e documentação destes itens; criação de linhas de base; alteração de linhas de base; integração dos itens de configuração em produtos instaláveis; aspectos específicos de gestão de linhas de base, relativos ao processo de manutenção. (PAULA FILHO, 2003, p. 292)
A elaboração de um plano de gestão de configuração como sugerido pelas normas NBR ISO 10007: 2005 – Sistema de Gestão da Qualidade, NBR ISO/IEC 12207:1998 - Tecnologia da Informação, bem como o CMMI–DEV, vem ao encontro do defendido por PAULA FILHO (2003) e demais autores como PRESSMAN (2006), com algumas diferenças todos comentam as atividades relacionadas a gestão de configuração de software e a definição de um plano de gerência de configuração.
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