3.4.1 A escolha de uma ferramenta


Para escolha de uma ferramenta podemos seguir as orientações de Paula Filho (2003), ele lista as principais características das ferramentas de gestão de configurações de software e ressalta que a ferramenta escolhida não deve obrigatoriamente conter todas as características e que devemos escolher ferramentas que atendam ao maior número possível das diretrizes listadas.

 

Segundo Paula Filho (2003), a ferramenta deverá oferecer as seguintes características:

 

  1. a.Identificar de maneira única os vários itens de configuração de software. A cada item deverão estar associados um nome único, um discriminador da respectiva linha de base e um identificador de versão interna, gerado automaticamente. 

  2. b.Permitir identificar como os itens que compõem um dado projeto ou produto se relacionam, possibilitando a construção do produto. É aconselhável que a ferramenta permita que essa identificação serja feita de maneira visual através do auxilio de um navegador (browser). 

  3. c.Suportar formas controladas de extração (check-out) de qualquer versão de um Item de Gestão de Configurações. De preferência, deve ser possível comandar essa extração de dentro de um ambiente de desenho ou de implementação. A ferramenta deverá suportar tanto extração para modificação quanto extração para consulta; nesse último caso, as alterações sofridas pelos itens não serão incorporadas à Biblioteca de Gestão de configurações de Software, permanecendo no espaço privado do desenvolvedor. 

  4. d.Suportar formas controladas de inserção (check-in) de novos itens ou de itens alterados. Na ocasião da inserção, a ferramenta deverá executar o procedimento de identificação dos novos itens. 

  5. e.Permitir identificar e visualizar facilmente as diferenças entre os itens das linhas de base e as versões em desenvolvimento. 

  6. f.Permitir visualizar o histórico de cada linha de base. 

  7. g.Gerenciar a partilha de módulos entre projetos. 

  8. h.Gerenciar as diferenças entre revisões ou variantes (uso de deltas). No caso de uso de deltas, essa operação deve ser transparente para o usuário da ferramenta, e deverá possuir mecanismos de proteção à integridade do item. 

  9. i.Prover recursos para permitir a partilha de itens entre desenvolvedores de um mesmo projeto. 

  10. j.Fornecer recursos para a manutenção da integridade e da segurança das Bibliotecas de Gestão de Configurações de Software. 

  11. k.Permitir a emissão de relatórios de status das Bibliotecas de Gestão de Configurações de Software. (Paula Filho, 2003 p.295). 

 

Paula Filho (2003), ainda defende que a ferramenta pode estar em qualquer local ou sistema operacional, independente do sistema ou ambiente em que está sendo desenvolvido o software, vemos isso quando ele diz:

 

O ambiente operacional da ferramenta de gestão de configurações não precisa ser o ambiente alvo do produto nem o ambiente de desenvolvimento do projeto. Basta que seja possível ao desenvolvedor transferir facilmente arquivos entre esses ambientes.(Paula Filho, 2003 p.295).

 

O que também devemos levar em conta na escolha da ferramenta é como ela irá se integrar com as ferramentas de desenho e implementação utilizadas pelo desenvolvedor.

 

Independente da ferramenta escolhida ela deve atender a maioria dos itens apontados por Paula Filho.

 

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