3.4 Escolha entre ferramentas proprietárias ou livres

 

 

A escolha por software livre (open-source), ou até mesmo a migração a partir do software proprietário, não pode ser uma decisão isolada, devendo levar em consideração todos os envolvidos, como defende o Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exercito Brasileiro, General Darke Nunes de Figueiredo no Plano de Migração para o Software Livre no Exercito Brasileiro, 3a Ed, de 12 Fevereiro de 2007:

 

           [...] Um projeto de Migração para o Software Livre, por ser de grande envergadura, não deve ser de um único Órgão, nem de uma só pessoa. Deve envolver todos os interessados em sua implantação, bem como aqueles que se opõem a ela, para que sejam verificadas, com antecedência, todas as vantagens e desvantagens da implantação, e possibilite a superação dos óbices que se apresentarem. (Plano de Migração para o SL no EB, 3a Ed. p2)

 

Também é importante destacar que a Lei nº 7.232, de 29 de outubro de 1984, estabelece uma política de utilização de software em proveito do desenvolvimento social, cultural, político, tecnológico e econômico da sociedade, objetivo facilmente alcançado através do software livre.

 

Veja o que diz a lei:

 

“.......................................

Art. 2º A Política Nacional de Informática tem por objetivo a capacitação nacional nas atividades de informática, em proveito do desenvolvimento social, cultural, político, tecnológico e econômico da sociedade brasileira, atendidos os seguintes princípios:

I - ação governamental na orientação, coordenação e estímulo das atividades de informática;

................................................................................................

IV - proibição à criação de situações monopolísticas, de direito ou de fato;

V - ajuste continuado do processo de informatização às peculiaridades da sociedade brasileira;

VI - orientação de cunho político das atividades de informática, que leve em conta a necessidade de preservar e aprimorar a identidade cultural do País, a natureza estratégica da informática e a influência desta no esforço desenvolvido pela Nação, para alcançar melhores estágios de bem-estar social;

VII - direcionamento de todo o esforço nacional no setor, visando ao atendimento dos programas prioritários do desenvolvimento econômico e social e ao fortalecimento do Poder Nacional, em seus diversos campos de expressão;

............................................................

(Lei nº 7.232, de 29 Out 1984)

 

Nosso objetivo não é uma migração de software, mas levar a reflexão quanto a necessidade de escolher entre uma ou outra ferramenta para apoiar a Gerência de Configuração de Software, e para isso esta escolha precisa levar em conta as características da empresa, o quanto ela está disposta a investir para garantir que a gestão de configuração seja no mínimo eficiente e eficaz do ponto de vista da garantia da qualidade, da recuperação das informações e do registro das mudanças durante o ciclo de vida de um software.

 

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