1.2 Definições de papeis

Paula Filho (2003), nos ensina que a gestão de configuração requer a definição e colaboração de vários papeis na empresa e destaca estes três papeis principais:

 

O Grupo de Gestão de Configuração de software que centraliza o funcionamento desta disciplina;

As Comissões de Controle de Configuração, que tomas as decisões relativas a gestão de configuração, nível de projeto ou grupo de projetos;

Os Gerentes de Projetos, sendo estes os responsáveis por cobrar dos desenvolvedores a disciplina de gestão de configuração.

 

Atividades do Grupo de Gestão de Configuração de Software definidas por Paula Filho (2003), consiste em:

 

  1. a.desenvolvimento, manutenção e divulgação dos procedimentos de gestão de configurações e de uso das respectivas ferramentas; 

  2. b.assessoria aos projetos, relativa à conformidade com os padrões e aos procedimentos de gestão de configurações; 

  3. c.verificação de conformidade das linhas de base dos projetos e produtos com as regras e os procedimentos de gestão de configurações; 

  4. d.administração das bibliotecas de configurações, inclusive manutenção, análise de integridade, emissão de relatórios gerenciais e realização de cópias de segurança; 

  5. e.comunicação aos gerentes de projeto sobre problemas relativos à gestão de configurações encontrados dentro dos projetos, para que providenciem sua resolução; 

  6. f.periodicamente, preparação e submissão, à Gerência Executiva, de relatórios sobre as atividades de gestão de configurações; 

  7. g.análise das providências tomadas pelos gerentes de projeto para resolução dos problemas encontrados; 

  8. h.caso os problemas encontrados não sejam resolvidos em nível de projeto, comunicação do assunto à Gerência Executiva. (Paula Filho, 2003 p.288). 

 

As Comissões de Controle de Configuração são responsáveis pelo controle das linhas de base, ela pode ser formada por um grupo específico para cada projeto ou projetos correlatos, neste último caso é interessante para projetos que possuem itens de configuração compartilhados.

Paula Filho (2003), defende que:

 

[...] a comissão deve ser ampla o suficiente para garantir a representação de todos os grupos afetados, mas pequena o suficiente para que seus processos de decisão sejam rápidos. Em projetos menores, é admissível que o próprio gerente do projeto faça o papel da Comissão de Controle de Configuração de Software. PAULA FILHO, 2003, p.288).

 

Segundo Paula Filho (2003), as atividades da Comissão consiste em:

 

  1. a.autorizar a criação de linhas de base e a identificação de itens de configuração; 

  2. b.representar os interesses de todos os que podem ser afetados por mudanças nas linhas de base; 

  3. c.avaliar o impacto de alterações nas linhas de base; 

  4. d.autorizar a integração de produtos instaláveis, a partir das linhas de base. (Paula Filho, 2003 p.288). 

 

Um outro papel de grande importância que Paula Filho (2003), relata é o dos Gerentes de Projetos:

 

Em relação à Gestão de Configurações, os gerentes de projetos devem:

 

  1. a.tomar as providências necessárias, em nível do respectivo projeto, para realização das atividades de gestão de configurações previstas no Plano da Qualidade do Software do projeto; 

  2. b.tomar as providências necessárias para que sejam respeitados os procedimentos de gestão de configurações, em nível dos projetos; 

  3. c.designar uma Comissão de Controle de Configurações de Software do projeto, responsável pelo controle das linhas de base do projeto, ou assumir a função dessa comissão; 

  4. d.designar um gestor de configurações do projeto, responsável pelo contato com o Grupo de Gestão de Configurações de Software da Organização, ou assumir essa função; 

  5. e.encaminhar ao Grupo de Gestão de Configurações de Software o material das linhas de base do projeto, ao final de cada interações de software; 

  6. f.procurar resolver completamente os problemas em relação ao projeto que sejam levantados pelo Grupo de Gestão de Configurações de Software. 

  7. g.quando esses problemas não puderem ser resolvidos em nível de projeto, encaminhá-los à atenção da Gerência Executiva, em conjunto com o Grupo de Gestão de Configurações de Software; 

  8. h.gerir ou designar gestores para os procedimentos informais de gestão de configurações utilizados no projeto. (Paula Filho, 2003 p.288). 

 

Outro papel também muito importante é o da Gerência Executiva, nenhuma mudança no processo de desenvolvimento de software, ou qualquer que seja o processo que estejamos mudando, não teremos sucesso de a Gerência Executiva não participar de forma ativa, Paula Filho, 2003 diz:

 

O envolvimento da Gerência executiva é indispensável para o sucesso de quaisquer atividades de Gestão de Configurações. A Gerência Executiva deve demonstrar, de maneira permanente e visível, seu apoio as atividades do Grupo de Gestão de Configurações de Software. (Paula Filho, 2003 p.289).

 

Ainda falando sobre os papeis verificamos alguns objetivos que PRESSMAN (2006) define em um cenário de tipico de CM - Controle de Mudanças, este cenário envolve:

 

[…] um gerente de projeto encarregado de um grupo de software, um gerente de configuração encarregado dos procedimentos e políticas de CM, os engenheiros de software responsáveis por desenvolver e manter o produto de software e o cliente que usa o produto. (PRESSMAN, 2006, p 601).

 

Neste cenário típico que (PRESSMAN, 2006) apresenta ele aponta os objetivos de cada um dos profissionais envolvidos no nível operacional.

 

[…] Para o gerente do projeto o objetivo é garantir que o produto seja desenvolvido em um certo intervalo de tempo. Assim o gerente acompanha o progresso do desenvolvimento e reconhece e reage a problemas. […]

Os objetivos do gerente de configuração são garantir que os procedimentos e políticas para criar, modificar e testar o código estão sendo seguido, bem como tornar acessível a informação sobre o projeto. […] cria e distribui listas de tarefas para os engenheiros e basicamente cria o contexto do projeto. Ele também coleta estatísticas sobre componentes do sistema de software, tais como determinação de informação sobre quais componentes do sistema são problemáticos.

[…] engenheiros usam ferramentas que ajudam a construir um produto de software consistente. Eles se comunicam e coordenam notificando uns aos outros sobre tarefas necessárias e tarefas completadas. Modificações são propagadas entre os trabalhos de cada um pela intercalação de arquivos. Mecanismos existem para garantir que, para componentes que passam por modificações simultâneas, existem algum modo de resolver conflitos e combinar modificações. […] Os engenheiros têm seus próprios espaços de trabalho para criação, modificação, teste e integração de código. […]

O cliente usa o produto. Como o produto está sob controle CM, o cliente segue procedimentos formais para solicitar modificações e para indicar bugs no produto.(PRESSMAN, 2006, P. 6001)

 

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